porque colonizar no século XXI é tão lógico quanto cavar buracos com colher de plástico.
Você Acredita Mesmo que Isso Continue?
Ainda hoje, no ano de 2025, ainda existem colônias. Sim, colônias de verdade. Territórios onde pessoas vivem sob bandeiras e governos que não escolheram, sem direito ao voto, sem autodeterminação. Um conceito que deveria ser enterrado junto com o último imperador… mas que persiste como cicatriz aberta no mapa.
Raízes Históricas do Absurdo
Desde que os europeus decidiram que tinham o “direito divino” de explorar o mundo, instauraram um modelo global de pilhagem. Suas “missões civilizatórias” roubaram ouro, culturas, terras e sabedoria. Economias inteiras foram destruídas — e transformadas em exportadoras de matéria-prima e importadoras de pobreza ([turn0search1]).
Quando a descolonização ocorreu, durante meados do século XX, isso foi menos uma libertação e mais uma redefinição de quem continuaria sugando quem.
Colonização Persistente: Um Status Quo Nebuloso
Hoje, segundo a ONU, ainda há 17 territórios não autônomos reconhecidos — colônias de fato. Entre elas: Gibraltar, Ilhas Cayman, Anguilla, Pitcairn, Guam, Samoa Americana, Ceuta, Melilla, Nova Caledônia e mais . Esses territórios são mantidos por Reino Unido, França, EUA e Espanha — como se viver no século XXI exigisse ainda senhor feudal e colonização oficial.
Exemplos Ridículos do Absurdo Colonial Atual
Guam e Ilhas Marianas
São cidadãos dos EUA, mas… não votam para presidente dos EUA, não têm representantes com direito a voto no Congresso e vivem sob leis federais que eles não escolhem. São “colonos modernos”, estepe humanizada do expansionismo americano
Nova Caledônia
Um território francês no Pacífico com mais de 364 mil habitantes que votaram três vezes sobre independência. Mesmo a maioria pró-independência crescendo, a dominância francesa segue garantia de mercado e bases militares .
Saara Ocidental
A “última colônia da África”, ocupada militarmente pelo Marrocos. A população saharaui vive em campos de refugiados, enquanto Rabat explora fosfatos e pesca em áreas internacionalizadas. A ONU discute um referendo de independência desde 1991 — sem data até hoje.
Ilhas Chagos (Diego Garcia)
Separadas de Maurício em 1965, ainda sob domínio britânico e abrigando base militar americana. A população chagossiana foi despejada e impede-se seu retorno — enquanto Londres renega qualquer direito deles à autodeterminação. A “transferência de soberania” em andamento ignora seus direitos culturais e de retorno ([turn0search21, turn0search22]).
Por Que Isso Ainda Existe? O Cinismo do Colonialismo Moderno
Porque para antigos impérios, abandonar isso seria abrir mão de:
Bases militares estratégicas (que mantêm influência geopolítica).
Paraísos fiscais legados da colonização, como Ilhas Cayman e BVI, beneficiando elites europeias ([turn0search11, turn0search5]).
Controle simbólico e história imperial: bandeiras tremulando em territórios distantes dão ilusão global de poder.
A independência foi permitida — desde que não ameaçasse esses interesses.
Impactos Políticos, Econômicos e Sociais
População local: não vota, não decide, sofre com política imposta de fora.
Economia: exploração de recursos enquanto lucros vão para elites metropolitanas.
Identidade: negação cultural até nas leis, símbolos e sistemas jurídicos.
Segurança: bases militares estrangeiras transformam territórios em alvos e buchas de canhão.
Isso não é passado — é colonialismo em versão XXI, com Internet, dólares e SUV blindada.
O Avanço da Descolonização… Ou a Falta Disfarçada
Alguns territórios avançam. França já deixou sua base em Senegal e prepara saída de outros ex-colônias militares na África ([turn0news12, turn0news17, turn0news18]). O Reino Unido cedeu formalmente Chagos — mas manteve a base militar por 99 anos ([turn0search22, turn0news13]).
Mas isso ainda é lento, burocrático e condicionado. A agenda da ONU continua sob pressão — com 61 territórios ainda oficialmente sob ocupação, inclusive vestígios do colonialismo europeu ([turn0search3]).
Colônias Nunca Fizeram Sentido — E Continuam Não Fazendo
Que paradoxo grotesco: estar no século XXI e tolerar colônias. Continuar discutindo “território britânico” ou “devolução da soberania” enquanto milhões vivem com autonomia limitada, exclusão política e subserviência institucional.
É hora de dizer: não faz sentido existir o que nunca fez sentido. O colonialismo ganhou modernidade, virou offshore, virou zona fiscal, virou base militar. Mas continua sendo uma estrutura de poder desigual, racista e opressora.
A revolução não é só derrubar tirania interna — é exigir:
o fim completo das colônias.
Retorno dos territórios à autodeterminação.
Justiça histórica para povos esquecidos pela geografia política.
Porque se ainda existe algo que não faz sentido, cabe a nós – revolucionários, internacionalistas, anticoloniais – cortar o último fio dessa lógica imperial.
